Não é amor, não mesmo. Não estou pronta pra entrar nessa de novo. Porque não acho que se cure um amor falso com outro amor. O que cura a gente é o amor próprio. Ou a gente fica a vida toda dependendo dos outros pra ser feliz. E olha, a gente não manda nem na gente, as vezes, quem dirá nos outros. Mas, repito, não é amor, é só vontade de ficar perto. Como se passasse de amizade, mas não chegasse á amor. É é bom assim, colocar sentimentos demais estraga tudo as vezes. Tô bem assim, e você? Então é assim que vai ser. Um quase-amor. Detesto o “quase”, você sabe, mas o amor inteiro não deu certo.
—  A menina e o violão.
A gente perde, e se perde nos detalhes. Na ligação não feita, no esquecimento de uma data especial, na pequena promessa não cumprida, no ” eu também” depois de um “eu te amo”. A gente olha pras montanhas, e esquece das pedrinhas. Esquece que os holofotes cegam, mas as pequenas luzes iluminam todo o ambiente. A maioria do que realmente importa é quase microscópico, e precisa de sensibilidade pra perceber. Troianos perderam apenas por não observar bem o cavalo de Tróia. Aquiles morreu por esquecer de proteger somente o calcanhar. O infinito se faz com os “agoras”, e as grandes virtudes estão camufladas em pequenos gestos.
—  A menina e o Violão.

(Fonte: suicida-da-alma)

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